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Como destruir a Amazônia sem sair de casa? - 23-11-2008
Claro que é culpa da inoperância dos órgãos públicos, que não conseguem controlar desmatamentos, queimadas, e nem a lenha que garante o seu pãozinho de cada dia nas padarias da região e de boa parte do Brasil. Será que a culpa é só daqueles a quem você emprestou seu voto e sua confiança, daqueles a quem você passou procuração para decidir, em seu nome, o que você consome nos supermercados? Ou será este um problema da Nação a que você e eu pertencemos, ou fingimos pertencer.
Como você se sente diante do circo anual quando os chefes da Nação esbravejam ao ver as taxas de desmatamento fora de controle e soltam decretos a torto e a direito, esperando que sejam cumpridos? Você acha que seus chefes realmente levam a sério este assunto? O que eles pensam quando servem seu George (o Bush) um churrasco para na Granja do Torto?
Até quando você vai acreditar nesta novela? Nesta conversa de que medir desmatamento e queimadas serve para alguma coisa? Só serve para dizer o que você já sabe muito bem: a coisa vai muito mal, cada vez pior. Afinal, medir desmatamento e queimada é medir conseqüência e não causa. ?? como medir a febre do doente; certificar-se de que ele tem mesmo febre e, ir dormir, ir fazer churrasco, nada fazer, esperando, que, se tudo der certo, um dia, o doente, se sobreviver, irá melhorar.
?? assim que age o governo que você elegeu, porque, você, cidadão brasileiro não liga a mínima para as causas que provocam desmatamento e queimada. Ou melhor, não está muito interessado em saber que quem causa a destruição da Amazônia é você mesmo, ao comer o seu bifinho de cada dia, o seu churrasquinho de fim de semana, o seu pãozinho de cada dia.
O que efetivamente causa desmatamento? Na Amazônia a resposta é muito clara: a pecuária bovina extensiva, que responde por mais de 3/4 do estrago, e bem depois, muito depois, vem as outras causas, a soja (que cresce rapidamente), a retirada de madeira (que financia as novas derrubadas e pastagens), e muitas outras que, claro, juntas, são terrivelmente devastadoras. Aliás, esta é a história do Brasil. A história da pata do boi. Assim, seus tataravôs engoliram a Mata Atlântica e a Caatinga, e seus pais e você devoram o Cerrado e a Amazônia.
Só se cria boi porque há consumidor de carne. O pecuarista só existe porque ganha mais dinheiro com o boi. Se outra coisa (legal) fosse mais lucrativa, mudaria de ramo. E o pecuarista só cria boi porque há cada vez mais consumidor querendo comer carne, carne barata.
Quem consome a carne da Amazônia é tanto quem mora na região (menos de 10% da produção), como os brasileiros das outras regiões (mais de 80%). A participação das exportações ainda é pequena, inferior a 10%, mesmo se considerar os 600 mil bois vivos que despachamos, sem pagar impostos, para a desabastecida Venezuela e o violento Líbano em guerra.
Hoje, na Amazônia, é possível produzir carne muito barata porque o alto preço social e ambiental não é considerado. O pecuarista raciocina: por que se preocupar em conservar as matas, as águas, as populações tradicionais e as milenares culturas? Por que seguir a lei trabalhista, pagar impostos, legalizar as terras, se não há fiscalização?
O Brasil decidiu (e você participa desta decisão como eleitor e consumidor) transferir 1/3 de seu rebanho para a Amazônia. Na década de 1.960 eram 1 milhão de bois na região, hoje, menos de meio século depois, são 75 milhões. Mais que em toda a Europa! Há muita gente envolvida, não são apenas aqueles 21 mil médios e grandes pecuaristas (com propriedades acima de 500 hectares). Há também 400 mil pequenos pecuaristas, em sua maior parte economicamente inviáveis. Resultado: em menos de 40 anos, somente com a pecuária, destruímos mais de 70 milhões de hectares do mais complexo e desconhecido conjunto de florestas tropicais do Planeta. ?? pouco, você dirá, menos de 20% da região, ou, se preferir, meros 8% do território do Brasil.
No entanto, esta superfície é superior à soma das áreas do estado do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro somados. Destruídos. Para que? Para você comer picanha, picadinho e croquete mais baratos. Será que alguém realmente se beneficiou com isto? Será que os filhos dos pecuaristas realmente terão uma vida melhor porque estão na Amazônia desmatada? Dificilmente. A pecuária não consegue garantir nem a rentabilidade de uma aplicação trivial em um banco, como a poupança ou um CDB. ?? o pior negócio que existe, só sobrevive porque é ilegal.
De cada três bifinhos que você come, um vem da Amazônia. Você não pergunta para o seu Zé açougueiro nem para o seu Diniz do Pão de Açúcar ou para o presidente do Carrefour, ou para outro dono de supermercado de onde vem a carne. Você também não pergunta de onde vem a soja, o arroz, e tantos outros produtos. Enfim, como consumidor você sabe muito pouco sobre o que você consome, qual o seu impacto no planeta, quantos quilos de carbono, de água, de suor foram gastos para produzir o seu luxo do momento. Seu fornecedor também não se interessa por educá-lo, informá-lo, orientá-lo. Para ele responsabilidade social é comprar meia dúzia de cestinhas e docinhos de comunidades "em alto risco social" e ganhar comenda e prêmio de associações empresariais.
E se você efetivamente perguntasse ao dono do estabelecimento? E se você fosse às últimas conseqüências, abandonasse o produto na prateleira? E se, de agora em diante, você fosse 100% coerente em relação a sua responsabilidade como cidadão, cidadão comedor das Amazônias? Das Matas Atlânticas? Você deixaria de comprar a carne que vem com gosto de Amazônia queimada, devastada e escravizada? A carne que saiu do norte de Mato Grosso, do sul do Pará, do Marajó, do centro de Rondônia, do sul do Acre e do Amazonas? Você deixaria de comer a Amazônia? Você seria capaz de abandonar seu antigo fornecedor de alimentos se ele não levasse a sério a sua pergunta: de onde vem esta carne? Ou melhor, esta carne vem da Amazônia?
Se sua resposta é: tanto faz, então sugiro que desligue a televisão, vá curtir o seu quente verão de aquecimento global e tome tudo isto como conversa para boi dormir. Se, entretanto, achar que vale a pena seguir adiante, então, tome uma atitude. Pilote com mais atenção o seu carrinho de compras. A cada passo que você dá no supermercado, é você quem decide o futuro do planeta (e não o dono do reluzente estabelecimento, ou o diretor de marketing da empresa, ou o gênio da agência de propaganda que ainda insiste em usar crianças ou em desrespeitar as mulheres para vender mais).
Se você quer entregar algo da Amazônia a você mesmo, ou a seus descendentes, deixe este olhar bovino de lado, abandone seu comportamento de consumidor passivo. O mundo todo já percebeu que o Brasil está transformando a Amazônia em um imenso curral. ?? isto que você quer? Você acha que o mundo vai mesmo ficar de braços cruzados vendo o Brasil fazer churrasquinho da Amazônia? Pois então, vamos agir, enquanto é tempo, antes que sejamos obrigados, envergonhados, a sofrer sanções internacionais hoje inimagináveis. Vamos enviar o boi de volta para o zoológico e para o presépio, de onde jamais deveria ter saído.
Fonte: João Meirelles Filho (Instituto Peabiru; é autor do Livro de Ouro da Amazônia)
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O que é Meio Ambiente? - 23-11-2008
O que é meio ambiente? Esta pergunta tem milhares de respostas, dependendo de quem for o alvo da inquisição. Muitas instituições, empresas, entidades, ONGs e governos têm definições sobre isto. Mas algumas delas responde o que é o SEU ambiente? O conceito de MEU AMBIENTE pode, à primeira vista, parecer egoísta, mas é uma das maneiras mais eficientes de se desencadear processos realmente efetivos de transformações importantes em comportamentos relacionados ao meio ambiente.
O MEU AMBIENTE é o espaço no qual me movimento em meu cotidiano, os lugares que freqüento profissionalmente ou por lazer, os trajetos da minha vida, os recantos onde gosto de me esconder para pensar ou simplesmente me entregar ao ???dolce fa niente???.
Uma grande parte da classe média global vive privilégios ambientais. Ou seja, o SEU AMBIENTE é constituído de benefícios que não são universais e que não se sustentam em termos de uma ???distribuição ambiental eqüitativa???. Um exemplo: Tomar diariamente deliciosos banhos quentes de meia hora. Definitivamente não tem água para todo mundo. Será que não? A água é um dos bens ambientais mais escassos deste século, no entanto será que os problemas estão nos banhos de meia hora, que tanto prazer dão aos indivíduos fechados em SEUS AMBIENTES. Ou será que antes dos banhos se pode fazer algo realmente importante em relação à água e que não têm tanto ou nenhum impacto na qualidade de vida ambiental do indivíduo e ainda pode ajudar a distribuir melhor o recurso água.
Dentro do raciocínio do MEU AMBIENTE, vejamos:
1 ??? Posso atuar como indivíduo e ajudar a coibir as lavagens de calçadas com displicentes jatos de mangueira? Claro que sim, aquela água fica melhor no chuveiro.
2 ??? Posso exigir que o condomínio onde moro adote procedimentos de economia de água nas áreas comuns? Claro que sim!
3 ??? Posso adotar medidas dentro de casa para economizar água na lavagem de roupas, de louça, nas torneiras e vasos sanitários. De novo a resposta é sim!
4 ??? Posso exigir do poder público leis que individualizem o consumo de água em edifícios, para que as pessoas se preocupem mais com vazamentos? Mais uma vez, sim.
5 ??? Posso atuar para que minha coletividade utilize mais água de reuso? Sim, de novo!
6 ??? Posso agir para que as águas de vasos sanitários não se misturem a águas menos contaminadas na captação de esgoto da minha casa, gerando uma boa quantidade de água de reuso para lavar carros, calçadas e outras atividades que não exigem água tratada e potável? SIM!
E muitas outras atitudes podem ser tomadas sem nenhum reflexo direto em perda de conforto. Basta que enxerguemos em cada copo d???água tratada desperdiçada é um copo d???água a menos no nosso delicioso banho quente diário.
Esta visão de MEU AMBIENTE deve se estender a todo o cotidiano. Não é uma questão relacionada apenas à água, ao lixo, à energia ou a qualquer outro item de consumo. ?? claro que a relação entre ambiente e consumo é estrutural para a compreensão das questões relativas à contaminação e ao sobre-uso de recursos naturais. No entanto, há uma questão comportamental em relação ao ambiente, ao MEU AMBIENTE.
?? necessária uma maior reflexão dos impactos de atitudes individuais sobre os AMBIENTES de CADA UM. Ou seja, todo mundo tem o MEU AMBIENTE. Nos incomodamos quando ele é de alguma forma ???poluído???, mas não fazemos uma reflexão sobre quando agimos como EU POLUIDOR.
O EU POLUIDOR toca a buzina do carro a qualquer hora do dia ou da noite sem imaginar a distância que este som agudo vai atravessar e quantos ???MEUS QUERIDOS AMBIENTES??? ele vai poluir. Ou seja, o EU POLUIDOR não avalia os danos ambientais que provoca. Se este eu considerar reduzir drasticamente o uso da buzina, nenhum desconforto será criado para ele e certamente uma cidade mais silenciosa será um ganho ambiental importante.
O EU TRANSGRESSOR. Porque tenho de esperar o sinal verde se não há nenhum carro a vista? Talvez porque existam pedestres atravessando mais a frente, talvez porque as autoridades de trânsito trabalhem com conceitos coletivos de ???ondas verdes???, talvez porque a cidade fique mais civilizada e segura se o EU TRANSGRESSOR conseguir respeitar regras mínimas de convivência social.
Existem pessoas agradabilíssimas que não conseguem agir como parte de um coletivo quando entram em seus carros. Não aceitam limites mínimos de convivência civilizada, apesar de, quando vestidos de pedestres, serem cidadãos acima de qualquer suspeita. O mito de que a atitude individual não é transformadora está tornando mais difícil a possibilidade de construção de um mundo melhor.
Esmagamos todos os dias os sonhos de ???mudar o mundo???. ?? possível mudar sim! O mesmo EU TRANSGRESSOR, cidadão de classe média, quando viaja à Europa ou Estados Unidos, não se comporta da mesma maneira predatória de quando está em ???SEU AMBIENTE???.
O conceito MEU AMBIENTE precisa ser estendido a todos os espaços públicos ou privados. ?? preciso que cada um compreenda os impactos de suas atitudes individuais sobre o AMBIENTE DO OUTRO e sobre seu próprio ambiente. Esta compreensão de que atitudes simples podem começar uma transformação importante quando multiplicadas pelo poder do exemplo tem um enorme poder transformador. Em síntese, se cada qual cuidar do ???SEU AMBIENTE???, aumenta muito a possibilidade de termos um MEIO AMBIENTE muito mais saudável, agradável, com distribuição eqüitativa dos insumos naturais e ambientais, com mais segurança em coisas prosaicas, como o ir e vir etc.
Fonte: Adalberto Wodianer Marcondes (jornalista, editor da Agência Envolverde, editor no Brasil do Projeto Terramérica, coordenador da EcoMídias ??? Associação Brasileira de Mídias Ambientais e moderador da Rede Brasileira de Jornalistas Ambientais)
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História e Informações de Jaciara-MT - 18-11-2008
Histórico do lugar:
Antiga aldeia dos ??ndios Bororós, foi inicialmente colonizada em 1877, que de forma lenta e desordenada, até 1947. Nesta época, empresários adquiriram algumas terra do governo fazendo surgir a CIPA ??? Colonizadora Industrial, Pastoril e Agrícola Ltda, e dando início ao processo de efetiva colonização. Em 1950, é elaborado o projeto de urbanização e em 1953, criado o distrito de Jaciara, subordinado ao município de Cuiabá. Em 1958 foi elevado a município e constrói-se a BR-364 que levou o desenvolvimento ao local.
* Lei nº 695, de 12 de dezembro de 1953 ??? Criou o distrito de Jaciara;
* Lei Estadual nº 1.188, de 20 de dezembro de 1958 ??? De autoria do Deputado
* Estadual Manoel J. Arruda criou o município de Jaciara, desmembrando dos municípios de Cuiabá e Poxoréo;
* Lei Estadual nº1.765, de 10 de novembro de 1962 ??? Criou a Usina Jaciara;
EVOLU????O HIST??RICA DE JACIARA:
As raízes históricas de Jaciara, em Mato Grosso, não são tão profundas, reportam aos idos de 1947, quando o Sr. Milton da Costa Ferreira, em viagem à Cuiabá, refletiu e concluiu que o Vale do São Lourenço ??? municípios de São Pedro da Cipa, Dom Aquino, Juscimeira e Jaciara ??? era um paraíso que poderia render muito em termos econômicos e aos colonizadores.
Após vários estudos e muitos dias de troca de informações, o diretor da empresa se decide que o melhor a fazer seria entrar em contato com o Governador do Estado, Dr. Arnaldo Figueiredo, para as transações iniciais e demonstrar ao Governo o interesse em colonizar toda área. Assim feito, entra como mediador o Sr. Milton da Costa Feirreira.
Assim a CIPA ??? Colonizadora Industrial, Pastoril e Agrícola Ltda, composta por quatro sócios: Paulo, Milton, Oswaldo e Navarro da Costa Ferreira, e mais tarde os senhores Careolano de Assunção e Nicola Radica, que adquiriram 70 mil hectares de terra, com o compromisso de colonização urgente. Depois veio para Jaciara, o pai dos Ferreira, Sr Antônio Ferreira Sobrinho, que possuía larga experiência como fazendeiro, colonizador e comerciante em grande escala.
Em 1949, chegam os primeiros colonos. As primeiras lavouras são plantadas, cujo comércio, era feito em Cuiabá. Inclusive existe um fato interessante no comércio da mandioca que era conhecida como ???a mandioca da Cipa???. E os colonos continuam chegando. Gente de têmpera forte e vontade inquebrantável, tal como Nicola Radica, Irineu de Oliveira, Bruno José de França, Elias Degaspery e seus parentes, e ainda a família Barbosa entre outros. Salientando-se que a primeira mudança chegou através do Sr Alzerino Bernardes de Aguiar.
Em 1950, é elaborado o projeto de urbanização da futura cidade de Jaciara. Surge o primeiro colégio, com o nome de São Francisco de Assis, protetor padroeira da cidade.
?? demarcada e aberta com foice e machados a avenida principal batizada de Avenida Tamoyos. Após, foi realizado um almoço entre os trabalhadores e suas famílias na cada da dona Santa, hoje, a Avenida Antônio Ferreira Sobrinho em homenagem ao diretor presidente da CIPA por ser o idealizador e fundador de Jaciara. A CIPA então, constrói a primeira casa de alvenaria, cujo proprietário era o sr. Mariano José Delmondes.
Nos anos que se seguiram a cidade evoluiu consideravelmente. A CIPA lança campanhas publicitárias em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, mostrando que já era a cidade, uma realidade e local para se estabelecer e ter seus sonhos realizados, com muitas terras e farto trabalho. As campanhas têm excelentes resultados atraindo enorme contingente de brasileiros oriundos de variáveis rincões, e a cidade começa a prosperar. A tarefa de colonização é coroada com êxito, quando em 20 de dezembro de 1958, o então Governador do Estado João Ponce de Arruda sanciona a Lei 1.188, criando o município de Jaciara.
Ainda em 1958, tem início a abertura da rodovia MT-15, hoje, é a BR-364, que trouxe novos impulsos à agricultura, pois viria permitir o escoamento da produção aos centros de consumo nacional.
Já em 1959, é nomeado pelo Governador do Estado, o primeiro prefeito municipal, Sr Alberto Tavares, que governou até 1963.
Em 31 de janeiro de 1963, tomou posse o primeiro prefeito eleito, Sr Antônio Bastos Pereira e em sua gestão é instalada a primeira agência bancária que era o Banco do Povo, atualmente é o HSBC, e também, o primeiro posto de gasolina, Posto Shell, de propriedade de José Cassiano da Silva.
A partir de 1975, migram para as terras de Jaciara famílias oriundas do sul do País, notadamente do Rio Grande do Sul. Os gaúchos importaram para a região, tecnologia de ponta e se deu início a plantação da soja no serrado, cujo resultado, foi de pleno êxito e muito animadores, fazendo uma brusca transformação na economia e a soja, desta forma, transforma-se na principal fonte de riqueza de Jaciara.
Em 30 de junho de 1978, através da Lei nº 4.004, é criada a Comarca de Jaciara, composta, além do município sede, pelos distritos de São Pedro da Cipa e Selma (antigo Jatobá).
O POR QU?? DO NOME JACIARA:
A cidade não tinha nome específico, embora fosse chamada de CIPA. E, por isso, esta empresa, observando o impulso do crescimento do lugar, sentiu que a obra principal precisava ter um nome.
Surgiu daí, a idéia de se realizar um concurso, que foi aberto recebendo várias sugestões. Após estudos, foi escolhido o nome sugerido pelo senhor Careolano de Assunção, um dos sócios da Companhia, que lendo as obras de Humberto Campos, encontra a lenda da ??ndia Jaciara, Senhora da Lua, no texto Vitória Régia.
Assim, o lugar recebeu o nome de Jaciara, sendo ainda de origem Tupi-Garani, todos os nomes de ruas e logradouros que foram abertos pelo Sr. Paulo da Costa Ferreira, o qual, foi peça fundamental na fundação e colonização de Jaciara.
JACI ??? de origem Tupi = Lua
ARA ??? de origem latim = Altar (Pedra)
JACIARA = Altar da Lua ou Senhora da Lua
OS PIONEIROS:
A partir de 1877, os irmãos Limirio Enéias de Moura, Luiz França de Moura, Osório Irineu de Moraes, Manoel de Moura e sua esposa Elvidelina Malhado de Moura, já moravam aqui, na localidade chamada Brilhante, comunidade estritamente evangélica, que, aliás, temos a primeira Igreja Presbiteriana construída pelas mãos dos irmãos Moura e Moraes.
Posteriormente chegaram os fundadores de Jaciara: a família Ferreira, seguida de Nicola Radica, Careolano de Assunção e mais tarde, Rodes Roldão Rodrigo, Adolfo Menezes, Rodolfo Dacol Bueno, Paulo Leal, Eugênio Sacaramal, Leopoldo Francisco Sosin, Pedro Galdino e João Radica, que passaram a viver com suas famílias.
FATOS, LENDAS E CAUSOS:
Por volta da fundação de Jaciara, a CIPA possuía dois carros que trafegavam pela cidade a serviço e, em um determinado dia, o incrível aconteceu: os dois veículos se chocaram na localidade onde hoje funciona o Mercado Municipal. Primeiro acidente automobilístico registrado na história de Jaciara.
Dona Dininha, uma das personagens importantes na formação de Jaciara, política de ???Chapa e Cruz???, pediu para um de seus empregados que fosse buscar milho da roça. Chegando lá, logo que começou o trabalho sentiu forte dor de barriga. Procurou um lugar para se aliviar. Como já era tarde, o Sr. Mariano José ali estava caçando e quando viu o capim balançar, não teve dúvida e atirou acertando imprudentemente o infeliz do homem que teve de deslocar para Cuiabá devido os ferimentos, mas sobreviveu.
Conta-se também, que alguns anos depois, quando Jaciara já tinha mais casas, o Sr Alexandrem passando pelo Campo de Aviação, onde pousavam os aviões da CIPA, com um problema de disenteria, logo procurou um meio mais rápido de se livrar da situação. Acontece que o piloto tentando fazer um pouso forçado, com o motor do avião desligado, ao se aproximar do solo atingiu com a asa do avião, a cabeça do Sr Alexandre, mas que também conseguiu sobreviver.
RIQUEZAS NATURAIS:
Houve facilidade de penetração, porque se trata de um Planalto próximo à Cuiabá e as vias fácil de acesso a outros pontos do país, principalmente às região Sul e Sudeste.
Outro fator importante que chamou a atenção, foi a boa qualidade da terra, com as suas riquezas extraordinárias, dadas as notáveis plantações de soja, cana-de-açúcar, feijão, milho, arroz, algodão e outras de pouca importância no contexto econômico do município.
ORIGEM MIGRAT??RIA:
No início foram os nordestinos, depois vieram os paulistas, mineiros, goianos, paranaenses e os gaúchos. Com a chegada dos gaúchos houve uma acentuada modificação na estrutura agrícola, fazendo do cerrado, terras produtivas.
A URBANIZA????O:
O primeiro núcleo urbano se instalou exatamente onde se acha instalado o Hotel Casarão. Nessa área na ocasião, havia pequeno curso d???água, por isso era chamado de Fundão ou Cabeceira do Olho de Boi.
Posteriormente, outros núcleos surgiram ao longo dos cursos dos Rios Amaral, Cachoeirinha e Brilhante.
Há de se ressaltar que os primeiros trabalhos feitos na terra do Vale do São Lorenço, precisamente na enorme área do município de Jaciara, foram às demarcações das áreas que foram cercadas por glebas, como Jaciara, São Pedro da Cipa, Jatobá ??? hoje o distrito de Selma, Irenópolis, Placa de Santo Antônio, Juscimeira e Santa Elvira.
A Gleba de Jaciara, quando foi aberta, recebeu o nome de Gleba São Nocolau.
Destaque-se ainda, que, quando a CIPA aqui chegou fez seu acampamento onde hoje é a Chácara do Sr. Paulo da Costa Ferreira, sendo que naquele tempo, este local pertencia a um Caiçara, que foi o mais conhecido de todos, o Sr. Deodoro Antônio de Deus, chamado de Doricão.
AS CASAS:
Na época da formação de Jaciara, o tipo de habitação mais comum era sem dúvida, as casas de palhas de babaçu, material nativo e abundante na região, e as casas de pau a pique, conhecidas também, de casa de adobe.
Atualmente há predominância de residências simples, pequenas, de alvenaria, coberta com telhas de amianto, para famílias de cinco pessoas.
Verifica-se também na cidade de Jaciara, prédios com vários andares e casas de alto padrão, modernas, grandes, além de chateaus belíssimos.
DADOS ESTAT??STICOS:
9.1 - Relevo / topografia: - A unidade geomorfológica que domina a maior parte da região é o Planalto dos Alcantilados, modelado por rochas paleozóicas do grupo Aquidauana. Este planalto, naturalmente dissecado, deu origem a vários segmentos que recebem denominações locais como a Serra das Areias, situada na sua porção central, Serra de São Lourenço, Coroados e São Jerônimo, que desempenham papel divisório entre a micro região e baixada cuiabana.
Existem 30% de áreas ondulas e levemente onduladas. 65% de áreas planas. 1% de áreas improveitaveis.
9.2 ??? Vegetação: - A cobertura vegetal era composta por matas ciliares, matas de transição e cerrados.
As matas encobrem os vales mais úmidos e as encostas dos cursos dos rios, sendo que as espécies mais comuns eram a aroeira, jatobá, ipê, peroba, angico e os camabaras, bem como os babaçuais. Nos cerrados as espécies que dominavam eram o pequizeiro, faveiro, barbatimão, pau-terra e lixeira. Hoje já quase extintos pelos produtores rurais que não conservam e arrancam tudo para plantar soja e cana-de-açúcar.
Salienta-se também, que a maior parte da cobertura vegetal do município de Jaciara já foi modificada, sendo a mesma substituída pelas lavouras de arroz, soja, feijão, milho e, principalmente, cana-de-açúcar, ou por pastagens cultivadas como a brachiara, colonião e Jaraguá.
9.3 ??? Clima: - Quente, predominantemente é o tropical úmido, com temperaturas médias variando entre 28ºC a 30ºC.
9.4 ??? ??ndice Pluviométrico: - Chegamos a 2.200?ano, com mais alta incidência no período de outubro a março.
9.5 ??? Solo: - Lato-Solos, vermelho escuro, vermelho-amarelo e áreas quartzosas.
9.6 ??? Extrativismo: - Borracha.
9.7 ??? Localização: - Longitude oeste: 45º59???45???
Temperatura média: 30ºC
9.8 ??? Limites: - Dom Aquino, Campo Verde, Itiquira, Juscimeira, Pedra Preta, Rondonópolis, São Pedro da Cipa e São José do Povo.
9.9 ??? Denominação dos habitantes: - Jaciarense.
9.10 - População: - 26.363 habitantes (IBGE/2004)
9.11 ??? ??rea total: - 1.654 km² (IBGE)
o Eleitores: - 16.925 (TRE-MT/2004)
o Altitude: 480 metros
o Distância da Capital: 127 km
o Coordenadas: - 16º 02??? 30??? latitude sul; -- 54º 59??? 45??? longitude oeste Gr.
Fonte: Prof. Luiz Maurício Barbosa Bonvini (Secretário de Administração da Câmara de Jaciara - MT)
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Nobres-MT: História, Informações e Atrativos - 17-11-2008
O povo indígena Bakairi foi o primeiro habitante do atual municipio de Nobres. Por estar no caminho entre Cuiabá, Rosário Oeste e Diamantino, a movimentação na região era bem antiga. O município foi formado a partir de três sesmarias: sesmaria do Bananal, sesmaria de Pontezinha e sesmaria de Francisco Nobre. O termo Nobres, usado no plural, designa as pessoas da família Nobre: os Nobres.
?? portanto homenagem à família do sr. Francisco Nobre, dono de uma das sesmarias que deu origem à localidade.
Em 1926, quando a Coluna Prestes cruzou Mato Grosso rumo ao Rio Paraguai, um destacamento dominou Nobres. O objetivo era impedir que o local fosse utilizado pelas forças baianas que vinham em seu encalço. Quando da divisão territorial em 1926, Nobres aparece como distrito de Rosário Oeste, que foi formalizado em 1943.
A primeira usina hidrelétrica do Estado (hoje desativada) foi construída em Nobres. Em 1901, o local foi palco de uma sangrenta batalha entre forças do governo e um batalhão que pretendia defender Diamantino.
O município foi criado em 11/11/63 e instalado oficialmente em 01/01/1964.
Os projetos de colonização de Mato Grosso contribuíram para o desenvolvimento do lugar. O rico subsolo deu um grande impulso é enonomia local, com a vinda de diversas empresas exploradoras de calcário e cimento, a exemplo do Grupo Votorantim.
Nobres também é rico em belezas naturais. Sua vocação natural para o turismo é comprovada pelas inúmeras cachoeiras, grutas, sítios arqueológicos e a maravilhosa Lagoa Azul. Grutas, cavernas, poços e muita história estão guardados no Cerrado da região de Nobres. São mais de 30 cavernas calcáreas, lagos com águas cristalinas, perfeitas para mergulho, modalidade de esporte em expansão em Mato Grosso. Atrativos ainda inexplorados preservam uma natureza primitiva.
Um dos lugares fantásticos de Nobres é a Lagoa Azul. Outros pontos onde já se pratica mergulho são: Lagoa Pai João e Poço Dois de Maio. Entre as atrações exóticas está a tribo dos índios Bakairi. Um dos principais pontos de interesse turístico é a Reserva Yaporé, a 12 Km da cidade, local aberto aos turistas durante todo o ano.
A estrutura é simples e confortável. A Reserva possui chalés com suítes e quiosques. Há também espaço reservado para quem deseja acampar. A Reserva Yaporé fica às margens do rio Cuiabá, com água muito limpa, próxima é sua nascente. Na região de Rosário Oeste existe a Caverna do Currupira, na nascente do rio de mesmo nome, um cenário natural quase intocado, que já virou ponto de encontro dos mergulhadores.
Dados:
* ??rea: 3.859,51 km² representando 0.4272 % do Estado, 0.2411 % da Região e 0.0454 % de todo o território brasileiro.
* IDH: 0.724 segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD (2000)
* População: 14.983
* Urbana: 11.960
* Rural: 3.023 Prefeitura: Rua J, s/n CEP: 78460-000
Localização:
Nobres localiza-se a 145 Km de Cuiabá, capital do Mato Grosso.
O acesso acesso pode ser feito de carro ou ônibus pela BR-163.
Mapa:
Exibir mapa ampliado
O que visitar?
1- Capela São José
2- Caverna Duto do Quebó
O Rio impressiona pela total escuridão exibindo um cenário raro e misterioso é medida que se percorre os aproximados 400 m de sua extensão. Uma luz no fundo do túnel faz apressar para a parte externa da caverna, porém ao se aproximar da chegada depara-se com uma enorme imagem de um monstro estacionado na porta servindo de guardião da caverna. O visitante fica indeciso se vai ao encontro do monstro ou se volta para a escuridão do duto.
Impressionante é o barulho da água ao encontro da rocha imitando um som arrepiante pelo efeito do eco. Ao sair do ambiente o visitante sente uma mistura de satisfação e alívio.
3- Corredeira dos Nobres
4- Rio Estivado
Rio Estivado, a 10 km do Parque Estadual da Lagoa Azul, é margem da rodovia MT-241. A água, como em todo lugar por ali, é cristalina e repleta de peixes - piraputangas, lambaris e piaus - que nadam bem a vontade entre os turistas.
5- Gruta da Cerquinha
6- Gruta do Salobra
7- Gruta da Lagoa Azul
A Gruta da Lagoa Azul, localizada no Parque Estadual da Lagoa Azul, agraciada com formações geológicas impressionantes e um exuberante lago azul, habitando por bagres cegos, pitus, cascudos, lambaris e outros. Para os olhos mais apurados, dizem que é possível perceber que a lagoa tem o formato de mapa do Brasil, além de uma imagem de Nossa Senhora em meio aos paredões. Devido à depredação que o lugar sofreu na década passada, é proibido entrar na água.
8- Mergulho
Nobres é uma cidade privilegiada para o mergulho. A cidade oferece vários pontos para a prática desse esporte. Alguns deles são:
Salobão;
Buracão, Gruta do Pai João;
Lagoa Preta;
Lagoa Misteriosa.
9- Morro do Solteiro
A principal atração do Morro do Solteiro é a Caverna São José. Tem esse nome graças as estalactites e estalagmites que formam uma imagem de São José. ?? realmente impressionante.
10- Sítios Arqueológicos
São dois os sítios arqueológicos na região de Nobres:
Sítio da Fazenda Santa Luzia;
Sítio da Fazenda Sonho Dourado.
11- Tombador
A Cachoeira do Tombador é uma queda de 70 metros localizada na região da Serra Caixa Furada, a apenas 5 km da cidade de Nobre. Em volta da cachoeira existe um caminho de pedras feito pelos bandeirantes que desbravaram o norte do Mato Grosso.
12- Trilhas
Como em toda região do cerrado, Nobres também não é diferente, e oferece aos turistas, que gostam de interagir com a natureza típica dessa região, várias opções de trilhas:
Bananal;
Tombador I;
Tombador II;
Vai Quem Quê;
Santa Rita;
Nascente do Saloba.
Fonte: Secretária de Desenvolvimento do Mato Grosso, RMT Online
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Desenvolvimento Sustentável é mito? - 17-11-2008
Sustentável é aquilo que se pode manter, conservar; é o que pode permanecer e continuar, sem se esgotar, a partir dos processos de renovação, de conservação. Sustentabilidade existe no mundo natural, na reciclagem da matéria. Os elementos químicos que formam o ar atmosférico, as rochas, o solo e a água são utilizados inicialmente pelos produtores, passam pelas cadeias alimentares e os detritos, assim como os cadáveres, são decompostos pelos microorganismos, principalmente bactérias e fungos, sendo devolvidos ao ambiente e assim estão prontos para serem reutilizados, em um processo contínuo.
A reciclagem, palavra de ordem da natureza, é um dos fatores de equilíbrio e devia ser imitado pela sociedade humana.
Pensar em desenvolvimento sustentável, requer, em primeiro lugar, refletir sobre qualidade de vida. Muitas pessoas traduzem qualidade de vida como quantidade de produtos a serem consumidos e acumulados pelos indivíduos. Ao mesmo tempo comparam a natureza a um grande supermercado, onde os produtos estão dispostos para serem tomados, independentemente de suas características e possibilidades de renovação, e de sua articulação com os demais ítens nas outras prateleiras.
No entanto, percebe-se, hoje, com mais clareza, que não existe espaço suficiente no planeta para abrigar todo o resíduo das atividades humanas. Esse resíduo, conhecido simplesmente como lixo, é o resultado de produção e consumo desenfreados, em nome de tecnologia, conforto e bem estar do ser humano. No entanto, começamos a nos defrontar com um grande problema, nem os princípios da reciclagem: reduzir, reutilizar e reciclar, se fossem bem seguidos, poderiam nos livrar do problema do lixo. ?? preciso refletir, não somente nesses três importantes princípios, mas também em não gerar lixo.
Além disso esbarramos no problema de esgotamento da biodiversidade, e degradação dos recursos naturais, solo e água, em nome do crescimento populacional e consequentemente, expansão das fronteiras agrícolas, para sustento da população.
Apesar de "desenvolvimento sustentável" ser tema de indiscutível importância, fala-se muito e pratica-se muito pouco. Ora, se degradamos solo onde devemos produzir alimento, e a água, que além de imprescindível à produção de alimento, é a essência de toda a vida do planeta, se continuamos a destruir ecossistemas naturais, se geramos e não conseguimos reciclar todo o resíduo que produzimos e poluímos o ambiente, contínua e ativamente, quais serão as conseqüências? ?? urgente lembrar que o planeta, com seus seis bilhões ou mais habitantes, será sempre a somatória de cada indivíduo! O dia para mudar de atitude, já está indo embora. Será que não vamos fazer nada?
Fonte: Maria Vitória Ferrari Tomé (Rede Ambiente)
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Atingidos por barragem de Manso (MT) apresentam plano de desenvolvimento comunitário - 14-11-2008
A experiência de mobilização comunitária de dezenas de famílias de agricultores, posseiros, pescadores e garimpeiros deslocados para a construção da barragem da Usina de Manso, no Mato Grosso, foi debatida nesta quinta-feira (12/11), em Cuiabá (MT), durante a sétima edição da Expo Brasil Desenvolvimento Local.
A iniciativa resultou na criação de um núcleo de integração comunitária, com a presença dos moradores reassentados, que desenvolveu o Plano de Ação de Desenvolvimento Comunitário da APM Manso. Segundo definição dos próprios moradores, o documento identifica ações prioritárias e os recursos financeiros, técnicos e materiais necessários para tirá-las do papel.
O Aproveitamento Múltiplo de Manso (APM-Manso) é o nome dado ao projeto que visa gerar energia, controlar enchente e irrigação e facilitar a navegação fluvial pelos rios Cuiabá e Manso, sob a responsabilidade de Furnas Centrais Elétricas. O reservatório se situa à jusante da bacia do rio Manso, afluente da margem esquerda do rio Cuiabá, e abrange os municípios da Chapada dos Guimarães e Nova Brasilândia e, mais diretamente, as localidades Mamede Roder, João Carro, PA Quilombo, Bom Jardim, Campestre, ??gua Branca e ??gua Fria, todas localizadas no município da Chapada dos Guimarães, a 85 km de Cuiabá (MT).
Fruto das negociações entre Furnas, o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE), o Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (COEP) e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o Plano reúne ações detalhadas nas áreas de educação, infra-estrutura, geração de trabalho e renda e meio ambiente. "Furnas não nega que este é um trabalho árduo. Por isso nos cercamos de instituições com competência reconhecida em ações para o desenvolvimento local", explicou Paulo Dias, do setor de responsabilidade social de Furnas. Segundo ele, este é o único empreendimento de FURNAS em que foram feitos assentamentos para re-alocar a população atingida pela sua construção.
Transformação - Segundo diagnóstico elaborado pelo Ibase para subsidiar o Plano, o modo de produção local da região se baseava no sistema de agricultura familiar, em sua maioria de subsistência e atividades econômicas relativas à pesca e o garimpo. Ao lado dessas atividades, hábitos culturais, forte religiosidade e regras de convivência baseada em relações diretas e de parentesco marcavam a vida coletiva dos moradores. "São pessoas simples que jamais imaginavam que isso poderia acontecer", explica o agricultor Paulo Gomes, que teve de deixar sua propriedade em vista da construção do reservatório.
Diante da mudança, o Plano apresenta novas vias de desenvolvimento econômico para a região, incluindo atividades relacionadas à agroindústria (processamento / beneficiamento da farinha, polpa de frutas, doces, rapadura, açúcar mascavo), a criação de aves (frango caipira, granja), peixes e pequenos animais e a produção do biodiesel por meio do pinhão manso e da batata doce (etanol). "Já montamos uma horta comunitária e fizemos acontecer uma escola de educação para jovens e adultos que atende 40 alunos à noite", diz Gomes.
Fonte: Vinícius Carvalho (Expo Brasil 2008)
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Nova campanha da WWF - 14-11-2008
Nova campanha da organização ambiental WWF lembra como os seres humanos estão ligados à natureza. No vídeo, que adverte sobre os perigos da destruição da floresta tropical, os espectadores são convidados a reagir. A campanha lembra que a destruição das florestas afeta a todos, que sentirão os desequilíbrios ecológicos causados pela extinção de espécies de animais e os efeitos de mudanças no clima causadas pelo desmatamento.
???Se você se importa com seu futuro, tome uma atitude???, convida a campanha.
Fonte: Ambiente Já
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Empresas de Cuiabá se adequam às novas tendências mundiais de mercado - 14-11-2008
O modelo empresarial focado exclusivamente em ganhos financeiros e materiais é considerado ultrapassado no mercado de negócios atualmente. O número de corporações que investem em projetos sociais e de sustentabilidade cresce a cada ano, seguindo uma tendência que vem sendo aplicada mundialmente. Dentro desta nova realidade, as empresas assumem uma postura mais sensível em relação aos problemas da comunidade onde estão inseridas ou se responsabilizam pelos impactos causados por seus processos produtivos.
Para Andréa Carnaúba, especialista na área de recursos humanos, essa nova visão é imprescindível para que as organizações se mantenham no mercado. "Ser socialmente responsável é estratégico. A sustentabilidade se dá conforme as empresas implementam uma gestão de forma coerente entre discurso e ação. ?? de fundamental importância que elas também passem a exigir de seus parceiros a responsabilidade social, pois todos devem estar junto com a corporação nesta busca por uma sociedade mais justa", comenta Andréa, uma das palestrantes da 2ª edição do Comagep, o Congresso Mato-grossense sobre Gestão de Pessoas, que será realizado nos dias 20 e 21 de Novembro, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.
O tema do congresso será "Gestão holística de pessoas: um novo paradigma na construção de um futuro sustentável para as organizações e sociedades". "As instituições estão hoje mais conscientes sobre suas responsabilidades sociais e começaram a mudar os hábitos em favor da sustentabilidade. Durante o Comagep vamos ver exemplos de ações que dão certo e discutir modelos que podem ser empregados nas empresas", conta Marluce Dezorzi, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos - MT, ABRH-MT.
Um exemplo de iniciativa de responsabilidade social e sustentabilidade que vem dando resultados na capital matogrossense é promovido pela rede de supermercados Modelo. "Nosso objetivo é reforçar o relacionamento ético com a sociedade. Temos um programa que atua em 7 áreas, entre elas meio ambiente, público interno e a comunidade", explica o Diretor de Recursos Humanos do Grupo Modelo, Aldeci Magalhães. Ele diz que um dos projetos, o "Recicla Modelo" foi criado para dar uma destinação adequada aos diversos tipos de resíduos sólidos e líquidos que as unidades do supermercado geram. "São projetos para determinar o que fazer com os resíduos. O 'Vale Luz', por exemplo, recolhe latas de alumínio e garrafas pet, trocando por bônus que podem ser usados para desconto no pagamento da conta de luz. O 'Papa-pilha' recolhe pilhas e baterias de todos os tipos para que não sejam descartadas na natureza",conta Aldeci. Para ele, o principal benefício que essas ações trazem para a empresa é o reforço da imagem, pois a comunidade passa a enxergar a instituição com mais simpatia e admiração.
No caso da Unimed, foi criado um programa especial de responsabilidade social, o Programa de Ação Social da Unimed Cuiabá - PróUnim, que promove atividades englobando crianças, jovens, adultos e idosos. "Entre nossos projetos, fazemos o acompanhamento de crianças surdas e mudas carentes, por meio de consultas com fonoaudiólogos, psicólogos, além de um reforço pedagógico, para que elas possam assistir aulas nas escolas em turmas regulares. Também patrocinamos um coral para a 3ª idade, fornecemos o café da manhã e oferecemos tratamento dentário para crianças de uma escola do bairro Sucuri", enumera Ivana Fares, Presidente da entidade. "O maior benefício que a Unimed obtém com os projetos é o reconhecimento da sociedade, que passou a ver a empresa com bons olhos ao perceber o trabalho sério de responsabilidade social que desenvolvemos. ?? um orgulho fazer parte de uma organização que se preocupa com o bem-estar do próximo", completa Ivana.
De acordo com o Consultor Organizacional e Educacional, Eduardo Carmello, que também será um dos palestrantes do Comagep, a postura dos colaboradores do PróUnim é o tipo de comportamento que as grandes empresas esperam de seus funcionários. "Os membros das instituições precisam se comprometer de maneira verdadeira com a autenticidade, a dignidade e o respeito aos seus clientes e funcionários, para que a sociedade tenha admiração por elas. Esta uma das preciosas formas de se construir lealdade", analisa.
O 2º Comagep é realizado pela ABRH-MT, com patrocínio do SESI/MT, Unimed Cuiabá, IUNI/Unic, Governo do Estado, Sebrae/MT e apoio da ABRH nacional, Hospital Santa Rosa, Fecomércio/Sesc/Senac, Tauro Motors e Real Norte. O e-mail para inscrições e mais informações é o comagep@abrhmt.org.br. As inscrições têm desconto especial para estudantes e professores universitários, além de pacotes especiais para grupos de empresas.
Maiores Informações:
Eveline Teixeira - (65) 3623-1274
Fonte: Eco Press
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Estudo demonstra rastro de devastação da cana no Brasil - 14-11-2008
O avanço do monocultivo da cana-de-açúcar no Brasil ameaça a soberania alimentar, gera degradação do meio ambiente e propicia exploração do trabalho. Essas são as principais constatações do relatório: ???Os impactos da produção da cana no Cerrado e na Amazônia???, elaborado pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos e pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).
O levantamento mostra que a principal causa da expansão da cana no Brasil é a produção do etanol. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) estima que 70% da cana colhida seja destinada à produção do etanol, enquanto os outros 30% são para a produção de açúcar. Hoje, o setor sucroalcooleiro produz cerca de 18 bilhões de litros de etanol, e a previsão é de se chegar a 28 bilhões em 2010. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nos últimos dois anos a área de plantação de cana-de-açúcar cresceu de 4,5 milhões para 7 milhões de hectares.
Segundo Maria Luisa Mendonça, coordenadora da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, a expansão do monocultivo é resultado de uma opção política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impulsionada pela pressão da bancada ruralista e de grandes empresas. ???O Lula está fascinado com essa história do etanol, de que o Brasil vai se tornar uma potência energética???, opina Maria Luisa.
Grandes canaviais
De acordo com o relatório, o monocultivo impede que o Brasil alcance a soberania alimentar. Terras antes destinadas à produção de alimentos têm sido transformadas em extensos canaviais. ???Nós estamos expandindo um modelo que sabemos que é destruidor???, lamenta a coordenadora da Rede Social.
Para José Plácido Junior, agente pastoral da CPT-PE, governo federal foi convencido pelas transnacionais de que o agronegócio é a solução para a agricultura brasileira. ???As transnacionais não estão preocupadas em encher a barriga do povo, e sim, em lucrar cada vez mais, seja qual for a cultura que tenham que plantar. No momento, são os agrocombustíveis. Quando passar essa euforia, quem vai pagar a conta????, questiona.
O relatório alerta para o fato de que a energia que a humanidade necessita para sua sobrevivência é a gerada pelos alimentos. No Brasil, apesar do potencial agrícola, cerca de 14 milhões de pessoas passam fome e mais de 72 milhões vivem em situação de insegurança alimentar, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Esse quadro é resultado do modelo agrícola adotado, que prioriza a expansão de monocultivos visando a exportação de commodities, em detrimento da produção de alimentos para o mercado interno.
Pobreza e fome
O estudo também denuncia que o Brasil continua sendo um dos países em que há mais concentração de renda e terra, além de manter um alto índice de pobreza e fome.
Maria Luisa destaca que, ao contrário do que é divulgado pelo governo federal- que as terras destinadas à produção do etanol são aquelas já degradadas- o monocultivo da cana tem avançado em terras férteis.
A coordenadora da Rede Social afirma que o governo deveria priorizar o modelo de agricultura camponesa, e que este, na verdade, não deve ser visto como uma política assistencialista, mas como uma política central. Segundo ela, os países ricos se desenvolveram com a realização da reforma agrária. No entanto, o ???Brasil continua desenvolvendo uma política colonial, voltada para o mercado externo???, lamenta.
Plano de zoneamento
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou, no início de novembro, que o plano de zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar foi concluído. O ministro disse que o plano garante que não sejam feitas novas usinas de cana na Amazônia ou no Pantanal, além de estabelecer prazo para acabar com as queimadas da cana e para melhor destinação dos resíduos gerados no processo de produção. Minc também enfatizou que, segundo o plano, não haverá mais invasão de área de produção de alimentos. ???Nosso etanol será verde, não vai agredir os biomas, nem vai substituir a produção de alimentos???, defendeu.
No entanto, de acordo com o estudo, a produção de cana já tem causado grandes impactos ambientais e sociais no Brasil, alguns deles irremediáveis, como por exemplo a devastação da Mata Atlântica e do Cerrado."A cana já está na Amazônia e os governos, tanto federal como estaduais, contribuem para isso???, afirma Mendonça. Segundo ela, o papel das usinas sucroalcooleiras é legalizar a grilagem de terras e os próprios governos contribuem com essa prática.???O próprio governo Lula já aprovou a Medida Provisória para facilitar a grilagem de terras???, denuncia Mendonça.
A Medida Provisória aumenta de 500 para 1.500 hectares a área de terras públicas que pode ser vendida sem licitação na Amazônia.
A cana na Amazônia
Plácido Júnior lembra que não há como o governo federal afirmar que não há cana na Amazônia, já que própria Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reconhece a existência do monocultivo na região. Segundo dados da Conab, houve um aumento na produção de cana na Amazônia, entre 2007 e 2008, de 17,6 milhões para 19,3 milhões de toneladas.
Para Maria Luisa Mendonça, a política adotada pelo governo contradiz seu discurso de que a produção do etanol seria uma saída ao aquecimento global. ???Ao priorizar uma política que traz a devastação, aumenta-se os impactos sobre o clima. Se a intenção é diminuir o aquecimento global, essa política está equivocada???, conclui.
Plácido Júnior aponta outro fator que comprova a expansão da cana na Amazônia. Segundo ele, existem projetos ambiciosos na região, através da Iniciativa de Integração de Infra-estrutura Regional Sul-Americana (IIRSA), que visa a construção de hidrovias, por onde será possível escoar a produção de açúcar ou de etanol pelo Oceano Pacífico, diminuindo os custos de produção. ????? um Governo a serviço do grande capital???, completa.
Fonte: Michelle Amaral (Brasil de Fato)
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A importância da Antártida para o mundo - 12-11-2008
Qual a importância que um continente congelado e desabitado pode ter para todo o planeta? De acordo com vários cientistas de diversas áreas, muita. A Antártida, o mais meridional dos continentes, tem influência direta sobre o clima e a biodiversidade do mundo.
Tudo o que acontece por lá tem conseqüências no resto do planeta, assim como tudo o que é feito no resto do mundo acaba se refletindo na Antártida. Por isso, o continente é um dos mais importantes centros de pesquisa sobre o meio-ambiente existentes, sendo base científica de diversos países ??? inclusive o Brasil.
O Brasil está presente na Antártida para realização de pesquisas há 26 anos. O país é um dos 50 que possuem uma base científica no continente, a estação Comandante Ferraz, localizada na ilha Rei George, a 130 km da península antártica.
Apesar da estação estar em funcionamento desde 1984, o Brasil só recebeu permissão para explorar o interior do continente gelado durante o quarto Ano Polar Internacional (API), que acontece entre março de 2007 e março de 2009 (até então as ações brasileiras limitavam-se à região litorânea).
O API é um programa internacional voltado para a realização de pesquisas científicas no ??rtico e na Antártida com o objetivo de mobilizar não apenas a comunidade científica, mas toda a sociedade, para a situação das regiões polares e sua relevância para todo o planeta. O programa, desenvolvido pela Organização Meteorológica Internacional, teve sua primeira edição entre 1882 e 1883.
A última edição do evento foi realizada há 50 anos. Esta edição do evento será a primeira desenvolvida sob o impacto climático do aquecimento global. O quarto Ano Polar Internacional é a primeira vez em que o Brasil participará ativamente do programa, desenvolvendo 28 estudos e contando com orçamento de R$ 9,2 milhões do Ministério da Ciência e Tecnologia. Além do Brasil, mais 63 países participarão das pesquisas, realizando um total de 227 projetos.
Anualmente, cientistas de 27 nações conduzem experimentos de reprodução impossível em outros lugares do mundo. No verão mais de quatro mil cientistas operam estações de pesquisa. Toda essa equipe enfrenta as condições extremas do continente por ele oferecer material de pesquisa abundante e único. Entre os pesquisadores, incluem-se biólogos, geólogos, oceanógrafos, físicos, astrônomos, glaciólogos e meteorologistas.
Fonte: Chris Bueno (360 graus)
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Pesquisadores quantificam carbono acumulado na Mata Atlântica - 12-11-2008
A biodiversidade da Mata Atlântica é uma das maiores do planeta, mas sua importância não se limita à fauna e à flora abundantes que precisam ser preservadas. O bioma abriga também importantes reservas de carbono, que fica estocado nas florestas e no solo. Pesquisadores de várias universidades brasileiras e estrangeiras estão empenhados em quantificar os estoques de carbono nessas áreas e estimar a quantidade de carbono já liberado para a atmosfera em decorrência do desmatamento.
Um estudo publicado na revista Biota Neotropica indica os melhores modelos matemáticos para estimar a biomassa disponível na Mata Atlântica. A estimativa a partir de um dos modelos, segundo os autores, aponta que o desmatamento já pode ter liberado 13 milhões de toneladas de carbono na atmosfera e 900 mil toneladas ainda estão estocadas nas árvores.
O artigo é o resultado do workshop "Estimativa da biomassa e estoques de carbono: o processo de Mata Atlântica", realizado em 2006, em Ubatuba (SP), como parte de um Projeto Temático realizado pelo programa Biota-FAPESP, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
De acordo com Simone Aparecida Vieira, pós-doutoranda do Laboratório de Ecologia Isotópica do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), da Universidade de São Paulo (USP), e uma das autoras da pesquisa, estocar carbono em florestas contribui para diminuir a concentração de CO2 na atmosfera. ???As florestas tropicais podem desempenhar um papel fundamental na absorção do carbono, uma vez que armazenam grande quantidade dele na biomassa viva acima do solo???, disse Simone à Agência FAPESP.
De acordo com ela, o carbono da atmosfera pode ser armazenado na biomassa viva acima do solo, principalmente no tronco das árvores e na biomassa viva abaixo do solo, em particular nas raízes. ???Dos organismos vivos, ele passa para os reservatórios de biomassa não-viva que incluem a serapilheira e a matéria orgânica do solo???, disse Simone.
Para estimar a biomassa, os pesquisadores utilizaram um modelo alométrico: uma equação matemática que relaciona algumas variáveis das árvores, como o diâmetro e a altura, com a biomassa. De acordo com Simone, para estimar a biomassa, os modelos usualmente empregados consideram apenas o diâmetro como variável. Já o modelo utilizado no estudo, segundo ela, traz resultados mais precisos, uma vez que acrescenta a densidade de madeira às duas variáveis de volume ??? o diâmetro e a altura.
???Esse modelo desenvolvido para a estimativa da biomassa nos parece o mais adequado, porque permite avaliar como variações sutis na composição florística e na altura média dos indivíduos ??? além da distribuição de freqüência de diâmetro entre florestas sujeitas a diferentes condições ambientais ??? influenciam no estoque de carbono???, disse.
Segundo ela, apesar de ter sido desenvolvido com base em dados de florestas tropicais situadas mais próximas do Equador, o modelo alométrico levou a resultados satisfatórios. ???A partir dessa equação obtivemos - para uma floresta de Mata Atlântica da região nordeste do Estado de São Paulo - valores de biomassa viva acima do solo semelhantes aos obtidos de maneira direta, isto é, a partir do corte e da pesagem das árvores, em outras duas florestas de Mata Atlântica semelhantes à que nós estudamos???, afirmou.
A principal limitação de uso desse modelo, de acordo com a pesquisadora, diz respeito à obtenção das variáveis de altura e densidade da madeira. De maneira geral, nos inventários florestais apenas o diâmetro é medido, sendo a altura, quando muito, estimada.
???Além disso, nem sempre as espécies são identificadas. Por isso a densidade da madeira não pode ser definida, o que inviabiliza a utilização desse modelo. Nos casos onde se dispõe apenas do diâmetro, a melhor opção é utilizar um dos outros dois modelos disponíveis para esse bioma???, afirma.
Fonte: Alex Sander Alcântara - Agência Fapesp
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Projetos de neutralização de carbono: alguns exemplos - 12-11-2008
Como é que você, consumidor, pode saber se a empresa de quem está comprando um produto ???carbono neutro??? está realmente contribuindo para a diminuição das emissões de CO2 na atmosfera? Alguns projetos relacionados à restauração florestal têm se destacado seja por sua publicidade ou pelos resultados já concretizados. Muitos deles podem ser acompanhados via internet. ???A parte final, o acompanhamento do cliente, do consumidor da empresa, é uma das coisas mais importantes do processo de neutralização voluntária de carbono???, afirma Osvaldo Martins, da Iniciativa Verde.
Confira alguns dos projetos mais conhecidos, como funcionam e como você pode acompanhar os resultados:
Click ??rvore
Um dos exemplos talvez mais conhecidos de programas de reflorestamento voluntário é o Click ??rvore, da Fundação SOS Mata Atlântica. O programa começou em 2000 e usa como ferramenta a internet, o que facilitou a vida de muita gente que quer ajudar o planeta plantando sua árvore, mas não tem objetivo de absorver carbono.
Como funciona? No site da SOS Mata Atlântica, o cidadão se cadastra e, com um click já garante que uma muda será plantada na Mata Atlântica. As árvores são plantadas em áreas pré-estabelecidas pela fundação. São terras que vão abrigar novas matas ciliares, de pequenos proprietários que se candidatam a receber e se comprometem a plantar essas mudas por meio de contrato.
Esses proprietários geralmente têm que cumprir algum acordo ambiental obrigatório por lei, ou querem manter sua área de reserva legal (20% na Mata Atlântica). A responsável pelo acompanhamento desse trabalho é a própria SOS, que o faz a cada ano. ???
Depois de doarmos a muda, o proprietário da terra tem até 18 meses pra fazer esse plantio. Fazemos todo o acompanhamento para saber se foi plantado e como está o desenvolvimento das árvores. As pessoas conseguem acompanhar o número de árvores doadas pela internet???, explica Nilson Máximo. Só do programa Click ??rvore, segundo a SOS, são mais de 15 milhões de árvores a mais plantadas na floresta atlântica. ???Esse número daria para preenchermos a margem de todo o rio Tietê dos dois lados???, estima ele.
Como acompanhar? No site do projeto há um link denominado "Projetos em Andamento". Através dele é possível acompanhar o local para onde as mudas são destinadas e, após implantação delas pelos pequenos proprietários e vistoria da SOS Mata Atlântica, são disponibilizadas as fotos atualizadas, junto com o relatório de vistoria.
Quando o internauta faz o seu login, ele pode também ir para a área chamada ???veja para onde foram suas mudas???, onde ficam informações sobre cada uma das propriedades para onde a muda foi destinada.
Para maiores informações clique AQUI.
Florestas do Futuro
Como funciona? Este programa tem um caráter mais empresarial. As florestas são bancadas por empresas privadas e elas mesmas escolhem o local onde as árvores serão plantadas. Para ser aceita no programa, ela tem que financiar um lote de pelo menos 15 mil mudas, dentro da Mata Atlântica.
???Como são plantios em grande escala (chegam a custar 180 mil reais), só empresas ou grandes empresários fazem. Quem quiser fazer em menor escala não pode escolher o local, apenas agrega suas árvores em um plantio já iniciado por empresas???, explica Máximo.
Há também a oportunidade de o internauta direcionar sua árvore para uma empresa que confia, ainda durante o cadastro, optando pela "Floresta Empresa". Os internautas que mais plantarem aparecem na lista dos Maiores Plantadores.
O foco inicial do projeto era somente o reflorestamento nas matas ciliares em bacias prioritárias à conservação na floresta atlântica. Porém, como a demanda por carbono neutro cresceu por parte das empresas, a Ong se viu obrigada a abrir uma nova frente para atuar também no objetivo de armazenar carbono.
???As empresas contratam consultorias que calculam quantas árvores eles devem plantar. A SOS continua responsável pelo plantio, mas não calcula o carbono armazenado???, conta Máximo. A SOS Mata Atlântica terceiriza o trabalho de plantio e o supervisiona. Quem vende essas mudas são viveiros de comunidades do Resende (RJ), e de Itu, Piracicaba e Campinas (SP).
Como acompanhar? Informações sobre os plantios deste projeto devem ser acompanhados no próprio site, no link ???Plantios em Andamento???. Lá, pode-se saber o volume de mudas já plantadas, quantas delas são patrocinadas por cada empresa e o ???status??? do plantio, com fotos.
Com relação ao carbono, cada empresa contrata uma consultoria tanto para calcular as emissões e o quanto de árvores deve ser plantado, como a empresa que fará a contabilização da quantidade de carbono estocada por aquelas árvores ao longo dos anos.
A auditoria internacional que o projeto fornece é só para plantio e não para cálculos de carbono. A própria SOS Mata Atlântica prepara um inventário para ainda este ano sobre quantas toneladas de carbono seus projetos de reflorestamento já armazenaram ao longo dos anos e para isso vai contratar uma auditoria externa.
Para maiores informações clique AQUI.
Natura Carbono Neutro
Apoiar o plantio de árvores também é um dos objetivos da Natura, fabricante de cosméticos. Mas a preocupação da empresa vai adiante com a redução da emissão do carbono na sua própria cadeia produtiva.
Como funciona? Desde 2007, a empresa procurou reduzir o impacto da sua produção na natureza com: utilização de refil, incorporação Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) das embalagens, substituição do óleo mineral por vegetal, lançamento da tabela ambiental e utilização de PET reciclado e álcool orgânico. Em 2007, esta redução, segundo dados da fabricante, chegou a 7% e pretende chegar a 33% até 2011. E em junho deste ano, a empresa abriu edital de projetos de redução de carbono, que serão apoiados por ela em 2009.
Como acompanhar? Os consumidores podem acompanhar o programa pelo site.
Para maiores informações clique AQUI.
Eventos ???carbono neutro???
Alguns dos eventos que ouvimos dizer ser ???carbono neutro??? contam com o trabalho da Iniciativa Verde, empresa especializada nessa ação.
Como funciona? Qualquer um (você, uma empresa, responsáveis por eventos, etc.) pode entrar em contato para neutralizar o carbono emitido. As empresas passam por um inventário e o cidadão comum faz seu cálculo de emissões pela calculadora ecológica. O plantio das árvores e a escolha do local ficam a critério da empresa responsável pelo processo.
Como acompanhar? As empresas participantes fazem a comunicação de suas realizações.
Para maiores informações clique AQUI.
Fonte: Paula Piccin (360 graus)
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O que fazer para neutralizar seu carbono? Por onde começar? - 12-11-2008
Para dar os primeiros passos para ser ???carbono neutro???, o mais fácil é seguir uma das calculadoras de emissão de carbono disponíveis na Internet, em sites especializados, que calculam o quanto você emite de carbono de acordo com os seus hábitos, para então definir quantas árvores você precisa plantar para neutralizar suas emissões. Para plantar as suas árvores, procure ongs ou empresas especializadas que poderão acompanhar o plantio e o desenvolvimento da floresta para você.
Pesquise também no governo do seu Estado ou ainda na prefeitura de sua cidade. Alguns já realizam projetos esporádicos de voluntariado para plantio de árvores.
O governo do Paraná, por exemplo, lançou recentemente um programa chamado "Peça para o Governo do Paraná plantar uma árvore em seu nome". Através de um site, o internauta tem todas as informações sobre como realizar o pedido, que será plantado em áreas de mata ciliar do Estado.
Mas se você já participa de mutirões em seu bairro, na sua escola, se planta ou plantou que seja uma única árvore, saiba que isso também ajuda a amenizar os efeitos do aquecimento, mesmo numa esfera menor que os grandes reflorestamentos, explica o professor da USP, Marcos Buckeridge.
???Todas as iniciativas são importantes. Uma árvore grande pode jogar 500 litros de água na atmosfera por dia, o que pra uma cidade como São Paulo é de grande importância no equilíbrio climático local???. Porém, não se esqueça que para se transformar numa árvore plena, a muda leva até cinco anos, por isso são necessários cuidados que nem sempre podemos ter sozinhos.
Se o plantio de uma única árvore no microclima já pode ajudar, infelizmente ela não é suficiente para compensar emissões na esfera macro, na opinião da professora Sueli Furlan, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (Procam-USP). Para ela, só isso não resolve os problemas ambientais que precisamos enfrentar hoje e os reflorestamentos estão nas mãos de grandes empresas, quando precisam acontecer também em pequenas comunidades.
???O ???plantar árvores??? funciona no imaginário como um alívio para a consciência das pessoas. Mas quem participa de projetos de reflorestamento e de neutralização tem que saber que beneficio real isso traz ao meio ambiente, precisa entender como funciona o sistema natural???, diz.
Ou seja, não adianta só plantar e não reduzir as suas emissões, ou apoiar projetos de empresas sem saber se é só uma estratégia de ???marketing verde??? das empresas. Antes de colaborar, é interessante entender como sua colaboração será utilizada e se é possível acompanhá-la passo a passo. ???Nós, cidadãos, precisamos ser mais rigorosos, fiscalizar, participar, mergulhar na temática ambiental em tudo o que ela representa???, completa a professora.
Ao participar de grandes iniciativas, acreditando nas empresas que repassam esse trabalho a ONGs ou empresas terceirizadas, aí vai mais uma dica: fique atento, pesquise e utilize a internet, uma das principais ferramentas de comunicação dos programas ???carbono neutro??? e procure entidades que são confiáveis. Se possível, visite as áreas de plantio.
???Se o projeto não tem um plano claro de comunicação com as pessoas, desconfie. Sempre verifique para saber ???se??? e ???onde??? seu dinheiro e tempo estão sendo investidos. A comunicação com os beneficiários desses projetos (ou seja, todos nós) é a principal etapa de todo esse trabalho???, completa Osvaldo Martins, da Iniciativa Verde.
Mas ainda há mais maneiras de colaborar como cidadão, além de plantar árvores, é só prestar atenção também no nosso tipo de consumo, nos hábitos diários, etc. ???Um exemplo que ilustra bem é a questão do consumo de madeira. Vemos todos os dias notícias que tratam do desmatamento da Amazônia e os problemas que o Governo enfrenta para controlar a destruição da floresta. Mas muitas pessoas que se indignam com isso não associam a destruição da floresta com a compra de um móvel que não é certificado, ou mesmo que não foi feito com madeira cuja origem possa ser comprovada???, alerta Deborah Bare, da FGV.
Fonte: Paula Piccin (360 graus)
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Carbono neutro e marketing verde - 12-11-2008
Ser ???carbono neutro??? tem lá suas vantagens, tanto para as empresas que patrocinam projetos quanto as ongs e outros prestadores de serviços que oferecem esse trabalho de plantio de florestas para captura de carbono. Para as empresas, essa ação de responsabilidade ambiental é hoje vista com ótimos olhos tanto por seus consumidores por seus investidores: é o chamado marketing verde.
Mas esse movimento tem dois lados, como explica Deborah Bare. ???Parte das empresas que têm programas desse tipo buscam reduzir a contribuição de suas atividades para o agravamento dos efeitos da mudança do clima. Através de programas de neutralização, essas empresas procuram reduzir suas emissões efetivamente seja no processo produtivo ou na cadeia de fornecedores.
Apenas aquilo que realmente não for possível cortar, é compensando através de programas de substituição de fonte energética, plantio de árvores etc. Mas existe a outra parte, composta por instituições que não compreendem que a neutralização efetiva passa por um processo de inventário, que permite o conhecimento das fontes e emissões relacionadas às suas atividades???, explica ela. Por esse motivo, é importante ficarmos atentos para aquilo que é promessa e o que é realidade.
Fonte: Paula Piccin (360 graus)
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Como funcionam os projetos de seqüestro de carbono - 12-11-2008
As florestas plantadas pelo homem têm grande valor na absorção do gás carbônico. O pesquisador Buckeridge explica uma muda de árvore já começa a armazenar carbono a partir do momento em que é plantada, e segue neste processo durante todo o seu crescimento. ???Dependendo da espécie, a planta absorve o carbono de maneira mais rápida ou mais lentamente. Ppara contabilizar o benefício, o que vai valer mesmo é o que a planta seqüestra durante sua vida inteira."
Por essa razão, aquele projeto que hoje se diz carbono neutro já está sim colaborando para a restauração de florestas, mas seus resultados só poderão ser avaliados a partir do décimo quinto ano, quando as árvores já estiverem adultas.
Reflorestar uma área e seqüestrar carbono requer tempo, dinheiro e dedicação. Quando se faz isso com um "click" na internet ou comprando um produto, às vezes nem imaginamos o que há por trás desse processo. Embora na prática plantar árvores já contribua para neutralizar carbono, no trabalho para chegar lá existem algumas diferenças práticas, essencialmente no monitoramento.
Nas duas situações, o início é o mesmo: prepara-se a terra para plantio, planta-se a muda e acompanha-se até o seu estabelecimento na floresta, o que leva cerca de dois a cinco anos para acontecer, como explica a bióloga Luciana Arantes, responsável pelos projetos de captação de gases de efeito estufa da Arvorar, empresa especializada no assunto.
???A restauração de uma floresta, em nossos projetos, começa independentemente do objetivo de se captar carbono. Depois da fase do plantio, é feita a manutenção inicial por dois anos, porque estamos tratando de um ser vivo que depende de uma série de fatores ambientais para se manter. Quando o objetivo é o plantio de árvores para absorção de carbono, prevemos que para monitorar o estoque de carbono da floresta seja necessário além desses dois anos iniciais, um período de cerca de 15 anos, dependendo das condições geográficas de cada floresta???, explica.
Além dessas questões de monitoramento, reflorestar em grande escala deve ser uma atividade pensada para restaurar o complexo natural como um todo, com sua diversidade de fauna e flora. Para o pesquisador Buckeridge, ???a melhor maneira de seqüestrar carbono é trazer a biodiversidade através da floresta. Se não se pensar em absorção de carbono promovendo a restauração total do ecossistema e do ciclo natural de uma floresta em um nível funcional, ela morre em pouco tempo e acaba liberando da mesma forma aquele carbono que ela havia estocado???, diz.
A redução da emissão de carbono na cadeia produtiva e na forma de se realizar uma atividade é também fundamental nesse processo. ???De nada adianta só fazermos o plantio de árvores, a compensação depois de se emitir. Na SPFW (São Paulo Fashion Week ??? evento de moda realizado duas vezes ao ano em SP), por exemplo, depois da troca para materiais mais eficientes e menos impactantes na cenografia, redução do uso de geradores, entre outras coisas, conseguimos reduzir do primeiro evento ???carbon free??? até hoje, 30% das emissões???, explica Osvaldo Martins, da Iniciativa Verde. O que não se consegue reduzir, transforma-se em árvore, explica Martins.
O que deve ficar claro é que o passo mais importante para quem se diz ???carbono neutro??? não é só a compensação por aquilo que ela emite, mas a mudança de mentalidade quanto às emissões.
???O plantio de árvores pode ser uma etapa de um programa de neutralização de carbono, mas certamente não é a única. ?? preciso promover modificações no processo produtivo de modo a incorporar aspectos de ecoeficiência, uso racional dos recursos naturais, avaliação da matriz energética da empresas, etc. Só depois desse processo é que a empresa deve partir para projetos de compensação???, completa a coordenadora do Programa Brasileiro de Inventário Corporativo de Gases de Efeito Estufa, da Fundação Getúlio Vargas, Deborah Bare. Ela considera que as empresas não plantem só árvores, mas agreguem a discussão sobre o clima e meio ambiente entre funcionários e colaboradores.
Fonte: Paula Piccin (360 graus)
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Relação do Carbono e as florestas em pé - 12-11-2008
As florestas são estoques vivos de carbono. Só na América do Sul, que possui a terceira maior floresta do mundo, a Amazônia, estima-se que estejam nela estocados bilhões de toneladas de carbono, como afirma o pesquisador e professor do departamento de Botânica do Instituto de Biociências, da Universidade de São Paulo (IB-USP), Marcos Buckeridge.
???Por essa razão, se você queima a floresta, devolve tudo para a atmosfera. As florestas em pé conseguem manter o equilíbrio do clima porque estocam esse volume imenso de carbono???, diz.
A manutenção desse equilíbrio natural e a redução do carbono emitido por atividades humanas, portanto, têm relação direta com a permanência de florestas em pé.
Pesquisas sobre a absorção de carbono na Amazônia, por exemplo, afirmam que a área brasileira da floresta pode absorver quase 50 bilhões de toneladas do gás. Se compararmos com o que se emite de CO2 apenas pelos carros, esse número equivale ao que o mundo emite em mais de cinco anos, segundo dados do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).
Por outro lado, o ritmo de devastação das florestas brasileiras está cada vez mais acelerado. Só na Amazônia, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o número oficial da devastação deve superar este ano os 11,2 mil quilômetros quadrados de 2007. Isso, sem contar o que se perde e já se perdeu de Cerrado e Mata Atlântica, para falarmos das florestas brasileiras mais ameaçadas.
O Brasil é o quarto país no mundo que mais emite gás carbônico só por conta das queimadas de florestas no seu território. Isso equivale a 75% das emissões brasileiras, cerca de 200 milhões de toneladas de carbono, segundo dados do IPAM. Por isso, não basta somente plantar novas florestas. ?? preciso investir, também, em manter as que já existem.
Fonte: Paula Piccin (360 graus)
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Seqüestro de carbono? Entenda o que isso significa para o planeta - 12-11-2008
Com tantas notícias sobre o aumento da temperatura na Terra, e como isso pode influenciar desde as geleiras até a produção de alimentos no mundo, nunca se falou tanto em projetos de ???carbono neutro???, ???carbon free???, ???seqüestro de carbono??? ou ???carbono zero??? por meio do plantio de árvores. Você certamente já ouviu dizer que empresa x é ???carbono zero??? ou que aquele famoso evento é ???carbono neutro???. Mas o que isso quer dizer realmente?
Esses projetos e iniciativas com tantas denominações referentes ao carbono surgiram como uma alternativa de redução do impacto das ações humanas que contribuem para acelerar o aquecimento do planeta.
Tais projetos são desenvolvidos em sua maioria por empresas privadas e ongs, para compensar as emissões de gases de efeito estufa de suas indústrias, até por indivíduos que viram no reflorestamento um jeito de colaborar para melhorar o clima do planeta.
Essas ações ocorrem de maneira voluntária, paralelamente ao Protocolo de Kyoto e outros marcos regulatórios sobre as questões climáticas, pois não há ainda nenhuma lei que obrigue empresas, grupos ou eventos a realizarem a neutralização de carbono.
Para entender melhor, antes de ser tratado apenas como vilão da história é importante explicar que o carbono (C) é elemento fundamental das transformações químicas presentes em todos os seres vivos na Terra, como a fotossíntese nas plantas. Junto com o oxigênio (O2), é que ele se transforma no dióxido de carbono (CO2), elemento que mais tem contribuído para o aquecimento global e a acentuação do efeito estufa. Em excesso na atmosfera, o dióxido de carbono aumenta cada vez mais por ser emitido via combustíveis fósseis como o carvão e o petróleo.
O plantio de árvores é um dos caminhos para reduzir o gás carbônico emitido na atmosfera. Isso acontece porque a árvore, quando respira, consegue quebrar a molécula do CO2 (C+O2), absorvendo o carbono (C) e liberando o oxigênio (O2).
Como a emissão de gás carbônico está muito acima do que a natureza consegue ???filtrar???, isso vira um problema, porque o gás não se dissipa e fica na atmosfera aumentando o efeito do calor na Terra. E é por esta razão que tanto se fala em ???zerar??? as emissões de carbono, ou seja, equilibrar esse sistema de emissão por atividades humanas.
O processo para se tornar reconhecido como ???carbono zero??? começa com o cálculo de quanto uma indústria, a produção de um evento ou até mesmo um cidadão comum emite de gás carbônico na atmosfera com suas atividades.
Através dessa conta, que os especialistas chamam de ???inventário de emissões???, verifica-se quantas árvores precisam ser plantadas para que se consiga quitar o débito com o planeta, através do processo explicado acima.
?? um investimento em florestas com a promessa de que as árvores plantadas em algum lugar da Terra vão captar os gases de efeito estufa que nós humanos emitimos ao praticar nossas atividades cotidianas.
O cálculo é complexo quando se trata de uma empresa, mas é mais fácil para um cidadão comum, utilizando uma ferramenta conhecida por calculadora verde, como explica Osvaldo Martins, diretor de Meio Ambiente da Iniciativa Verde, empresa especializada em neutralização de carbono.
???Para indústrias o processo é mais longo, envolve cadeias de produção ??? e para entender o processo e quanto se libera de CO2 em cada etapa, é preciso realizar um inventário. Já com a calculadora verde qualquer pessoa pode estimar a quantidade necessária de árvores que precisa plantar para neutralizar suas emissões, individualmente???, afirma.
A calculadora verde contabiliza o quanto uma indivíduo libera de dióxido de carbono em suas atividades e quantas árvores ela deve plantar para neutralizar essa liberação. Essa calculadora verde baseia-se em dados do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), formado por um grupo de cientistas de diversos países que se reúnem periodicamente para emitirem relatórios sobre a situação do clima da Terra, de acordo com as pesquisas científicas de todas as partes do mundo. Além do CO2, há outros gases que também contribuem para aumentar o efeito estufa, como o óxido nitroso (NO2) e o metano (CH4).
Para simplificar, convencionou-se calcular os resultados das emissões desses outros gases equivalentes ao volume de CO2 emitido, por ele ser o mais abundante nas emissões. ???Cada gás tem um poder de radiação, porém como o carbônico é um dos mais emitidos, convencionou-se utilizá-lo para esses cálculos. A equivalência funciona da seguinte maneira: por exemplo, uma molécula de metano equivale a 20 moléculas de gás carbônico, mas ele é menos abundante na atmosfera???, explica Martins.
Para maiores informações sobre a Calculadora Verde e o Projeto Iniciativa Verde, clique AQUI.
Fonte: Paula Piccin (360 graus)
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Governo investe R$ 50 mil em obras de turismo - 12-11-2008
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Turismo (Sedtur-MT), firmou convênio com a Prefeitura de Jaciara no dia 8/11/2008, para realizar obras de melhoria dos acessos aos complexos turísticos da cachoeira da Mulata e da Fumaça.
De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento do Turismo, Yuri Bastos Jorge, que visitou os dois complexos, embora seja de pequeno valor, o recurso da ordem de R$ 50 mil será investido na construção de barreias de contenção, para segurança do visitante, melhoria das trilhas, com instalação de sinalização, instalação de escada e deck para contemplação.
Yuri Bastos lembrou que as cachoeiras de Jaciara são procuradas por visitantes interessados em usufruir suas belezas, para o banho e para a realização de esportes radicais como o rapel.
???Essas pequenas obras de infra-estrutura são importantes, pois melhoram a qualidade dos acessos tornando-os mais seguros e atrativos, o que estimula a visitação???, enfatizou, lembrando que, além das cachoeiras, a região oferece excelentes pousadas de águas termais, cujas minas naturais são muito incidentes em diversos pontos.
O secretário reforçou a estratégia do órgão, de aproveitar o boom da ocupação na rede hoteleira de Cuiabá, em função do aumento de eventos de negócios e estimular roteiros turísticos num raio circular de até 200 Km de Cuiabá, oferecendo aos turistas que permanecem na Capital por mais de três dias, os produtos de Jaciara, Rondonópolis, Chapada dos Guimarães, com o lago de Manso, Nobres e o Pantanal, além da possibilidade de visitação das comunidades ribeirinhas de São Gonçalo Beira Rio e Bom Sucesso, em Várzea Grande.
Fonte: Secom/MT
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Projetos de turismo podem chegar a R$ 3,6 mi - 12-11-2008
O secretário de Estado de Desenvolvimento do Turismo de Mato Grosso, Yuri Bastos Jorge, afirmou na manhã do dia 10/11/2008, que acredita na sensibilidade dos oito deputados e três senadores das bancada mato-grossense no Congresso Nacional e espera que algumas emendas de bancada venham destinar recursos para os projetos da Sedtur-MT.
De acordo com ele, as propostas foram entregues à bancada pessoalmente por ele, em Brasília na semana passada e aguardam a reunião dos deputados e senadores que ocorrerá esta semana para serem analisadas. ???As emendas individuais são importantes, mas é fundamental que o setor também tenha a ajuda das emendas de bancada (coletivas)???, salientou Yuri.
O secretário enumerou os principais projetos que aguardam emendas da bancada, entre eles, o da execução do georeferenciamento da Gleba Coqueiral-Quebó, no município de Nobres, no valor de R$ 800 mil, que resolveria de vez a situação de entrave jurídico-fundiário existente há anos na região.
Outro projeto é o Plano de Manejo do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, a ser executado em parceria com o Instituto Chico Mendes (ICMBio), no valor de R$ 1,6 milhão. Ainda no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, outros projetos prevêem a construção de pontos de apoio para trilhas do complexo das cachoeiras do Parque, no valor de R$ 600 mil e a construção do complexo turístico do Portão do Inferno, no valor de R$ 1,5 milhão.
Yuri Bastos lamenta que a totalidade dos potenciais do distrito Bom Jardim, em Nobres também não possam ser explorados. Para isso, ele espera que a bancada esteja atenta ao projeto de asfalto, calçamento e urbanização do distrito, no valor de R$ 4 milhões. Outros projetos apresentado à bancada foram o de construção da segunda etapa do complexo turístico à beira do rio Guaporé, em Vila Bela da Santíssima Trindade, no valor de R$ 700 mil e o de manejo das cavernas de Mato Grosso, no valor de R$ 2 milhões.
Outras duas propostas de emendas complementam as principais, que foram sugeridas pela Sedtur-MT à bancada e referem-se à instalação de rede elétrica na rodovia Transpantaneira, no trecho de Pixaim a Porto Jofre (80 Km), em Poconé, no valor de R$ 1 milhão e à construção da ponte pencil para pedestres ligando as comunidades ribeirinhas do Rio Vermelho à Cidade de Pedra, em Rondonópolis. No valor de R$ R$ 2 milhões.
CAMPANHA VOTE PANTANAL
Yuri Bastos participa ainda nesta manhã, do lançamento oficial da campanha Vote Pantanal, pelo comitê organizador em Mato Grosso, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. Integram o comitê, presidido pelo chefe do Parque Nacional do Pantanal, José Augusto Ferraz de Lima, representantes da Sedtur-MT, da Sema, do Sebrae, da TV Centro América, entre outras entidades da sociedade civil. A idéia, de acordo com o secretário é ???massificar a votação para que o Pantanal esteja entre os escolhidos na campanha mundial para identificar as sete maravilhas naturais do planeta???, finalizou.
Mais informações: AQUI
Fonte: Sedtur/MT
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Trajeto entre Cuiabá e Chapada ficará 20km mais perto com nova rodovia - 12-11-2008
O trajeto entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães vai ficar 20 quilômetros mais curto se o motorista decidir trafegar pela MT-030. A criação da nova rodovia estadual foi sancionada pelo governadro Blairo Maggi. O projeto de autoria do deputado Otaviano Pivetta (PDT) visa dar uma rota alternativa a quem pretende fazer o trajeto entre as duas cidades. Atualmente para se chegar a Chapada é preciso transitar pela MT-251, por exatamente 64 quilômetros.
A segunda via rodoviária passa por fora do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Uma das justificativas do projeto era reduzir os impactos ao meio ambiente, devido ao ecosistema frágil da região.
Outro questão importante é o desafogamento do trânsito. A rodovia atual conta com de grande quantidade de curvas, fato que já provocou um grande número de acidentes.
????? uma forma de oferecer uma alternativa adequada para a movimentação das cargas procedentes de Chapada dos Guimarães e de Campo Verde para o Distrito Industrial de Cuiabá e para o futuro Terminal Ferroviário da ???Ferronorte??? a ser instalado nas imediações do próprio Distrito Industrial de Cuiabá???, explica o parlamentar.
Fonte: Midia News (Viviane Moura)
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Brasil pode liderar futuro de energia limpa, diz professor de Yale - 12-11-2008
"O Brasil tem potencial para assumir a liderança global no setor de energia limpa, mas para isso precisa se comprometer com a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa em seu próprio território, disse à BBC Brasil o diretor do Centro de Leis e Políticas Ambientais da Universidade de Yale, Daniel Esty.
"O Brasil tem a oportunidade de ser um dos países líderes à medida que o mundo se encaminha para um futuro de energia limpa", disse Esty, em entrevista à BBC Brasil.
No entanto, segundo o professor de Yale, o país só vai exercer essa liderança se mostrar comprometimento em seu próprio território.
"Creio que o desafio real é ver o Brasil realmente empenhado no compromisso global de reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. No momento, ele não está comprometido com reduções obrigatórias de emissões em seu próprio território", disse.
"E se quiser ser parte da liderança que vai nos levar a um futuro de energia limpa, terá de mostrar liderança na negociação de um acordo sobre mudanças climáticas pós-Kyoto", afirmou, referindo-se ao Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.
Crise econômica
Considerado um dos maiores especialistas em negócios e meio ambiente, Esty é o criador do ??ndice de Sustentabilidade Ambiental, que classifica os países de acordo com indicadores como saúde do ecossistema, estresse populacional e capacidade institucional.
Ele está no Brasil para lançar seu novo livro, ???O Verde Que Vale Ouro???, escrito em parceria com Andrew Winston, que aborda como as empresas podem usar os desafios ambientais como forma de obter vantagens competitivas.
De acordo com Esty, para obter sucesso no combate às mudanças climáticas, é fundamental envolver o setor privado.
Segundo o pesquisador, a atual crise econômica mundial pode ser uma oportunidade para países e empresas investirem no combate às mudanças climáticas.
"Acho que -- com a crise -- haverá algum tipo de distração, com outros temas entrando na pauta, à medida que os políticos focam sua atenção na recuperação econômica", disse Esty.
"Mas também creio que há uma oportunidade aqui, especialmente para a comunidade empresarial, na qual várias das medidas que deveriam ser tomadas para melhorar a situação ambiental também podem contribuir para melhorar a situação econômica???.
Eficiência energética
Entre essas medidas, ele cita o investimento em eficiência energética, que permite uma diminuição de custos e, conseqüentemente, aumento de lucratividade. Também ao mesmo tempo reduz as emissões de gases causadores do efeito estufa.
"A lógica de se investir em eficiência energética é ainda mais forte durante um período de crise", disse. "O retorno de investimentos em eficiência energética tende a ser alto e mais atraente que outras alternativas???.
Para o especialista, o investimento em energia limpa também pode ser usado pelos governos como uma das estratégias para levantar suas economias.
"Colocar novos recursos em energias alternativas faz sentido como uma maneira de assegurar que os investimentos do setor público na recuperação econômica tragam ganhos no longo prazo", disse.
Segundo Esty, nas economias modernas já há um distanciamento entre crescimento econômico e emissões de gases, mas isso depende de políticas bem-estruturadas, boa regulação e incentivos para as empresas.
"O Brasil tem o ponto de partida para um programa regulatório bem-sucedido. Mas é preciso fazer mais, para aperfeiçoar a estratégia regulatória e criar incentivos fortes para uma mudança de comportamento. Um elemento seria a melhor aplicação da lei", disse.
Obama
Esty foi um dos principais consultores da campanha do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, no setor de energia.
Segundo ele, o novo presidente americano traz a promessa de "mudanças dramáticas" em vários setores, entre eles o ambiental.
"Espero que o novo governo assuma um papel de liderança na negociação do acordo pós-Kyoto, que tem de ser solucionado no próximo ano", disse.
O combate ao aquecimento global deve ser um dos desafios do novo governo americano, e Obama já disse que quer reduzir a emissão de gases em 80% até 2050.
"Acho que o presidente Obama vai se comprometer com um futuro de energia limpa, com um desejo real de que os Estados Unidos desempenhem um papel de liderança no desenvolvimento de energias alternativas", afirmou Esty.
"Eu espero uma real liderança na questão ambiental, o que não ocorreu nos últimos oito anos???.
Fonte: BBC
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Expo Brasil promove multiplicação de experiências em rede - 11-11-2008
A multiplicação de experiências em rede criadas a partir da solução popular e comunitária com viés sustentável é o principal resultado que deve produzir a 7ª Expo Brasil Desenvolvimento Local. Este é o foco apresentado à imprensa mato-grossense nesta quarta-feira em Cuiabá pelos coordenadores do evento, a ser realizado entre 12 e 14 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal.
O gerente de Agronegócios e Desenvolvimento Territorial do Sebrae Nacional, Juarez de Paula, apontou como exemplo da prática de produção com respeito ao meio ambiente em Mato Grosso a Cooperativa de Agricultores Ecológicos do Portal da Amazônia (Cooperagrepa), projeto desenvolvido pelo Sebrae e que abrange cerca de 400 produtores e 10 municípios do Norte do Estado. Dar visibilidade para idéias simples e inovadoras é o que a Expo Brasil vai proporcionar, conta Juarez.
Essa concepção será vista ainda em painéis de experiências, onde pessoas de diferentes lugares do Brasil e dos 13 países participantes poderão fazer intercâmbios. ???Temos no Brasil, nos últimos 10 a 15 anos, um movimento crescente de desenvolvimento local, que são soluções da população para gerar emprego, inclusão social e qualidade de vida???, atesta. ???E às vezes, casos como o da Cooperagrepa não são conhecidos???, completa.
O tom da construção coletiva de soluções para a vida das pessoas em pequenos territórios do país reforça a importância da troca de ações que vão centralizar o evento, na visão do coordenador nacional da Expo Brasil e da Rede de Informações para o Terceiro Setor (RITS), Caio Silveira. ???Vai ser um acontecimento que tem como denominador a construção de práticas de baixo para cima e onde as pessoas são protagonistas de uma forma de vida sustentável???, sintetiza sobre o encontro de contribuições a serem mostradas na Expo Brasil. ???O evento vai ser uma escola viva de vida???, resume.
Caio informou ainda que há necessidade de um novo olhar para o desenvolvimento, exaustivamente debatido no Brasil especialmente após a crise financeira ocasionada por empréstimos sem lastro nos Estados Unidos. ???Desenvolvimento não é só crescimento do PIB???, cobra. ???O desenvolvimento se constrói de cada local. As pessoas são protagonistas em suas casas, ruas, cidades e territórios de um desenvolvimento sustentável???, relata. ???Vamos discutir na Expo Brasil o que é riqueza. Ela é não só indicadores???, diz.
Ele cita que a Expo Brasil veio para Mato Grosso pela localização estratégica, condições naturais, que o estado ???tem experiências ambientais significativas, que merecem ser vistas e irradiadas para todos???.
Gestores públicos
O superintendente do Sebrae Mato Grosso, José Guilherme Barbosa Ribeiro, comenta a ênfase de um novo comportamento mais formulado por demandas sociais já observado em instituições, no setor público e na iniciativa privada. Ele cita o momento oportuno que a Expo Brasil acontece, antecedendo a posse dos futuros prefeitos. Assim, ela será local dos novos gestores municipais eleitos em outubro procurarem respostas e práticas para sua administração. ???Eles poderão trazer suas equipes técnicas e secretários para trocar idéias e conhecer experiências exitosas???, recomenda.
José Guilherme resume a Expo Brasil como um ???evento de cidadania???, pois a população, pela sua necessidade, encontra soluções para os problemas. ???A Expo Brasil mostra que o conhecimento tem que ser pulverizado. Quanto mais a sociedade souber, melhor para a vida???, defende.
Ele também cita a Cooperagrepa como um novo modelo de desenvolvimento possível e já aplicado em Mato Grosso. Na medida em que o governo federal, por meio do Ministério de Desenvolvimento Agrário, já utiliza o caso como exemplo para o uso sustentável dos recursos naturais da região amazônica. ???São produtos orgânicos, certificados e que estão na merenda escolar. Ou seja, o mato-grossense consome o que é exportado e o que há de melhor na agricultura de Mato Grosso???, mostra o impacto das novas experiências de diferentes pontos do Brasil e dos países participantes. ???A Expo Brasil é para tornar conhecidas essas experiências???, avalia.
José Guilherme e a diretora do Sebrae Eneida Maria de Oliveira pontuaram as principais características e o formato de conferências, palestras, oficinas, painéis, programação cultural, feira de iniciativas sustentáveis e mostra de tecnologias sociais da Expo Brasil.
A Expo Brasil é organizada pela Rede de Informações para o Terceiro Setor (RITS), Governo de Mato Grosso, Petrobras, Sebrae, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste, Furnas, Eletronorte, com apoio do Ministério do Meio Ambiente, Associação Brasileira de Recursos Humanos, secção Mato Grosso (ABRH-MT), Número Certo e Rede de Tecnologia Social (RTS).
Fonte: Expo Brasil 2008
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Programação diversificada atrai participantes - 11-11-2008
Mais de 70 rodas de debate, entre conferências, painéis, palestras e mini-cursos, estarão à disposição dos participantes da 7ª Expo Brasil, o maior e mais importante ambiente de troca de experiências e informações sobre desenvolvimento local.A programação é norteada em quatro eixos temáticos principais, que se entrelaçam: Governança democrática, Inclusão produtiva, Meio Ambiente e Vida Sustentável, e Integração Latino-americana.
O eixo Governança democrática envolve as redes sociais, a democracia participativa e os mecanismos inovadores de gestão compartilhada nos territórios (fóruns, conselhos, consórcios, pactos, agências); Inclusão produtiva engloba novas dinâmicas econômicas de base territorial e sistemas integrados de fomento (economia solidária, comércio justo, alternativas de financiamento, aplicação de tecnologias sociais, incubação de empreendimentos); Meio Ambiente e Vida Sustentável dá atenção especial aos Biomas Cerrado, Pantanal e Amazônia (mudanças climáticas, preservação florestal, biocombustíveis, reciclagem de resíduos, renovação e sustentabilidade de ambientes urbanos); e o eixo Integração Latino-americana visa o intercâmbio de iniciativas, novas dinâmicas comerciais, fluxos de cultura e conhecimento.
Fonte: Expo Brasil 2008
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Evento de Cuiabá é o maior da história da Expo Brasil - 11-11-2008
Começa nesta quarta-feira (12/11), em Cuiabá (MT), a 7ª Expo Brasil Desenvolvimento Local, de longe a maior entre todas as edições do evento, que vem sendo realizado anualmente no Brasil desde 2002.
Com quase 5 mil inscrições, aumentou a expectativa para uma participação de mais de 7 mil pessoas, entre inscritos e visitantes do evento, que terá, além de painéis, palestras e oficinas, uma Feira de Iniciativas Sustentáveis, com exposição e comercialização de produtos da agricultura familiar, artesanato e Mostra de Tecnologias Sociais, bem como diversas atrações culturais. O evento reunirá atores do desenvolvimento local de todas as regiões do Brasil e de 13 países (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Costa Rica, Cabo Verde, Estados Unidos, Nicarágua, Peru, Paraguai, Portugal e Uruguai).
Fonte: Expo Brasil 2008
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Crises econômica e climática serão os desafios do próximo presidente dos EUA - 11-11-2008
Os eleitores dos Estados Unidos decidem hoje quem será o próximo ocupante do cargo mais importante do mundo, que terá dois grandes desafios pela frente: a crise financeira e o problema climático. E, apesar dos alertas de que a questão das mudanças climáticas é mais grave do que a econômica, a atenção dispensada até agora aos dois problemas tem sido desequilibrada, principalmente pelo governo norte-americano.
???Ignorar os riscos das mudanças climáticas é muito mais grave do que ignorar os riscos financeiros. Por outro lado, as novas tecnologias de baixa emissão de carbono e os mercados de carbono são grandes oportunidades abertas pela crise ambiental. E elas se caracterizam pela sustentabilidade, ao contrário do que acontece com as bolhas especulativas das empresas na internet ou no mercado imobiliário???, declara o economista inglês Nicholas Stern, autor do relatório de 2006 sobre a economia das mudanças climáticas.
O custo de medidas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEE), e assim mitigar o aquecimento global, sempre foi o principal argumento dos Estados Unidos para não aprovarem qualquer medida política neste sentido e nem aceitarem ratificar o Protocolo de Quioto.
No entanto, na atual crise financeira, em poucos dias o governo aprovou um pacote de socorro de mais de US$850 bilhões. Na Europa, a ajuda ultrapassou os US$2 trilhões. Por que estes recursos não apareceram antes para resolver o problema climático, mesmo depois de estimativas, como as feitas por Stern, dos altos custos que as mudanças do clima trariam para a economia mundial?
O economista João Rogério Sanson, doutor em economia monetária e fiscal pela Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, explica que esta é uma crise do circuito financeiro e que os recursos que estão sendo injetados no mercado pelos governos servem para garantir a circulação do dinheiro.
???Quando os Estados Unidos alegam que não aceitam reduzir as emissões de GEE está implícito o argumento de que o crescimento deve ser contínuo e de que não aceitam colocar o pé no freio da economia???, afirma Sanson. Assim, os custos citados pelo atual presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, referem-se a uma redução no Produto Interno Bruto do país, que interferiria no chamado circuito real da economia.
O professor de economia da Universidade Federal de Santa Catarina alerta que, no final das contas, o que os Estados Unidos não querem é mudar o padrão de consumo atual, o que seria provocado por uma desaceleração econômica caso fossem implantadas medidas para conter as emissões de dióxido de carbono (CO2).
???Discutir meio ambiente tem a ver com os valores da sociedade, com os aspectos éticos e com uma cultura de crescimento ilimitado - padrão almejado pelos países hoje???, comenta Sanson.
Benefícios para o meio ambiente
A crise, no entanto, pode ser vista como benéfica para a questão climática sob dois aspectos. O primeiro deles é a redução natural das emissões de GEE devido à desaceleração econômica prevista para o próximo ano. O segundo é que, pela primeira vez na história, houve uma atuação conjunta entre os países para buscar resolver o problema da crise, diferentemente de 1929, quando o mundo estava dividido.
???Vimos a América rica, a Europa e a ??sia ricas agindo em conjunto e isto pode ser uma oportunidade para se pensar em uma negociação também ambiental???, afirma Sanson.
O especialista ressalta que a maior dificuldade na questão climática, assim como na crise global, é justamente como chegar a um acordo. ???Não existe um governo mundial, então é preciso negociar???, destaca.
O embaixador extraordinário para a Mudança do Clima do Ministério das Relações Exteriores, Sérgio Serra, é mais cauteloso ao avaliar os impactos da crise para as negociações climáticas internacionais. ???Eu não acho que a crise vai ajudar. Em algum aspecto sim, pois diminui a atividade econômica e, naturalmente, tem-se a redução de emissões. Mas em termos de negociação, pode prejudicar a questão da transferência tecnológica???, afirma.
Segundo Serra, os investimentos em tecnologias, necessários para os países em desenvolvimento diminuírem as emissões e se adaptarem às conseqüências da mudança do clima, serão reduzidos.
Stern também alertou para a origem destes investimentos a partir de agora. ???Esperava que só uma fração do que deve ser investido no desenvolvimento de novas tecnologias viesse do setor público. Mas, agora, o financiamento da inovação terá de vir desse setor, mais do que imaginávamos???, diz.
Fonte: CarbonoBrasil (Paula Scheidt)




